1. Qual a importância de uma postura relativista na questão da compreensão e desenvolvimento de um olhar antropológico?
2. Historicamente, qual a importância histórica do conceito de cultura (formulado por Taylor) para a antropologia?
3. Qual a importância do trabalho de campo enquanto um procedimento técnico de pesquisa da antropologia?
4. A passagem abaixo retirada do texto de Laplatine
“O etnógrafo é aquele que deve ser capaz de viver mesmo a tendência principal da cultura que estuda. Se, por exemplo, a sociedade tem preocupações religiosas, ele próprio deve rezar com seus hóspedes.” (150)
Entra em contradição com o texto com o texto de Geertz quando ele nos coloca que:
“Situarmo-nos, um negócio enervante que só é bem sucedido parcialmente, eis no que consiste a pesquisa etnográfica como experiência pessoal. (...) . Não estamos procurando, pelos menos eu não estou, tornar-nos nativos (...) ou copiá-los. Somente os românticos ou os espiões podem achar isso bom.” (23)
Comete os pontos conflituosos entre as duas colocações.
5. No mesmo movimento, qual o alcance e os limites da colocação abaixo:
“(...) contra o teórico, o observador deve ficar com a última palavra; e contra o observador, o indígena”, (150)
6. De que modo pode ser interpretada a colocação abaixo de que a experiência antropológica consiste em:
“(...) em colocar-se o mais perto possível do que é vivido por homens de carne e osso, arriscando-se a perder em algum momento sua identidade e a não voltar ileso dessa experiência.” (151)
7. De que modo pode ser interpretada a colocação de não haver “(...) de direito, propriamente nenhum território da etnologia.” (154)
8. Como você interpretaria a afirmação de Laplatine de consistir a “abordagem etnológica (...) em dar uma atenção toda especial a esses materiais residuais que foram durante muito tempo considerados como indignos de uma atividade tão nobre quanto atividade científica” e também privilegiar “o que é aparentemente secundário em nossos comportamentos sociais.” ?(153)
9. De que modo você argumentaria sobre a questão de que (segundo Laplatine) o trabalho de campo deve ser situado em um contexto de totalidade?
10. A partir do conceito de cultura adotado por Geertz, quais críticas podem ser endereçadas às definições de cultura tais como dirigidas no livro de Cleyde Kluckhohn?
11. Quais seriam as diferenças entre uma descrição superficial e uma descrição densa?
12. Quais as diferenças e as conseqüências para a compreensão do cultural, entre o conceito de cultura tal como formulado por Taylor e o conceito semiótico de cultura elaborado por Geertz
13. De que modo você comentaria as seguintes colocações de Geertz:
a. “Segundo a opinião dos livros textos, praticar a etnografia é estabelecer relações, selecionar informantes, transcrever textos, levantar genealogias, mapear campos, manter um diário, e assim por diante. Mas não são estas coisas, as técnicas e os processos determinados, que definem o empreendimento. O que define é o tipo de esforço intelectual que ele representa: um risco elabortado para uma ‘descrição densa’ (...)” (15)
Com esta outra:
b. “Fazer etnografia é como tentar ler (no sentido de ‘construir uma leitura de’) um manuscrito estranho, desbotado, cheio de elipses, incoerências, emendas suspeitas e comentários tendenciosos, escritos não como sinais convencionais do som, mas com exemplos transitórios de comportamento modelado.” (20)
14. Comente a colocação de Geertz de que: “A cultura é pública porque o significado o é.
15. O que Geertz quer nos dizer quando nos coloca que:
Os antropólogos não estudam as aldeias (...), eles estudam nas aldeias
16. Comente as três características da descrição etnográfica apontada por Geertz:
a. Ela é interpretativa;
b. O que ela interpreta é o fluxo do discurso social e
c. A interpretação envolvida consiste em tentar salvar o ‘dito’ num tal discurso da sua possibilidade de extinguir-se e fixá-lo em formas pesquisáveis.. (31)
17. O que Geertz quer nos dizer ao pontuar que o “lócus do estudo não é o objeto de estudo. Os antropólogos não estudam as aldeias (tribos, cidades, vizinhanças...), eles estudam nas aldeias”.
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